Sei que toca o coração, ou precisa tocar.
Com carinho, com brusquidão, com melodia, com destreza, com permissão ou não.
Mas toque.
Porque este músculo, tão frágil quanto vital, dispara a palpitar quando atravessa a barreira da visão e joga-se no universo paralelo do sentir.
Onde não é preciso palavras nem tampouco explicações.
Sei somente que toca o coração, ou precisa tocar...
e isso me basta.
Frasco Descartável
31.3.11
20.3.11
9.3.11
.Bruna, aquela com cara de surfistinha.
E aqui vai mais uma dica de cinema: eu estava morrendo de saudade das poltronas vermelhas e do cheiro
gostoso de pipoca, então fui assistir o filme Bruna Surfistinha, baseado no livro "O Doce Veneno do Escorpião".
O best seller, traduzido para mais de 15 idiomas, conta a história de Raquel Pacheco (no filme interpretada por Déborah Secco), jovem de classe média-alta que abandonou a casa de seus pais no intuito de ser independente. Encontrou abrigo em uma casa para "massagistas" (termo usado no cartaz de divulgação que, na verdade, significa prostituta), dando início a vida de garota de programa e adotando o pseudônimo de Bruna Surfistinha. Tornou-se uma celebridade da internet ao criar um blog para descrever sua rotina como prostituta. Mas foi a partir da publicação do livro "O Doce Veneno do Escorpião" - sua autobiografia - que Bruna ganhou notoriedade e fama nacional.
Particularmente, fui pega de surpresa. O filme é ótimo, a trilha sonora é melhor ainda, mistura bem brasileira de comédia, drama psicológico, noites de São Paulo e cenas que lembram sutilmente Christiane F. - 13 Anos, Drogada, Prostituída e a narração em tom de Nome Próprio . Infelizmente, o trailer não ajuda muito e faz com que a gente perca a vontade de assistir. Mas eu passei por cima desse pré-conceito e fui vê-lo ontem.
Como disse, fui pega de surpresa. Me identifiquei pra caramba com o filme, o que Bruna sentia foi transmitido de uma forma tocante, vi muito de mim em diversas tomadas, diversos olhares, diversos diálogos. Talvez por essa proximidade sentimental de eu-sei-do-que-você-está-falando é que eu tenha gostado tanto.
Enfim, recomendo!
-- Então, é isso. Boa noite! =]
28.2.11
.Carpe Diem.
Dead Poets Society me inspira. É um filme incansável, como Chaves: você pode já ter decorado todas as falas mas sempre ri quando assiste.
Quando o estresse e a rotina me pegam meu remédio é a mensagem que esse filme passa, a magia, o arrepio do "make your life extraordinary", então eu lembro que os sonhos são as escadas que nos levam ao infinito e além.
Dá vontade de pular do sofá e fazer acontecer.
Quando o estresse e a rotina me pegam meu remédio é a mensagem que esse filme passa, a magia, o arrepio do "make your life extraordinary", então eu lembro que os sonhos são as escadas que nos levam ao infinito e além.
Dá vontade de pular do sofá e fazer acontecer.
Sinopse
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".
That's all, folks.
Façam bom proveito e feliz restinho de Carnaval :)
16.2.11
.. or Are we Dancer?
Agora sigo o ponteiro do relógio.
Estou sempre na hora, perfumada e bem vestida. Preciso sorrir, estipular metas e inventar maneiras imbecis de me livrar das saias justas do dia-a-dia.
Agora preciso entender de datas, calendários e despertadores.
Disseram-me que isso é a vida, e também é viver. Ensinaram-me que boas pessoas são responsáveis, acordam cedo, têm ensino superior e trabalham por mais de 8 horas para receber um salário mínimo, e que as ótimas pessoas são ricas, casadas e têm casas com vasos de flores artificiais.
Agora lido com todos os paradigmas do tempo - e da falta dele.
Tenho pra mim que ser feliz, feliz mesmo, é poder encostar a cabeça no travesseiro e dormir em seguida, e em paz. Mas quando chego em casa, após jogar longe os sapatos, desligar o celular e tomar banho, apenas consigo deitar e bater um papo com a insônia.
Estou sempre na hora, perfumada e bem vestida. Preciso sorrir, estipular metas e inventar maneiras imbecis de me livrar das saias justas do dia-a-dia.
Agora preciso entender de datas, calendários e despertadores.
Disseram-me que isso é a vida, e também é viver. Ensinaram-me que boas pessoas são responsáveis, acordam cedo, têm ensino superior e trabalham por mais de 8 horas para receber um salário mínimo, e que as ótimas pessoas são ricas, casadas e têm casas com vasos de flores artificiais.
Agora lido com todos os paradigmas do tempo - e da falta dele.
Tenho pra mim que ser feliz, feliz mesmo, é poder encostar a cabeça no travesseiro e dormir em seguida, e em paz. Mas quando chego em casa, após jogar longe os sapatos, desligar o celular e tomar banho, apenas consigo deitar e bater um papo com a insônia.
15.2.11
.Ain't talking about love.
You know you're semi-good looking
And on the streets again
Oh yeah, you think you're really cookin' babe
You better find yourself a friend, my friend.
Van Halen
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